Marketing Cultural

Valor cultural

Desde o renascimento, a cultura ocidental precisa de investimentos. O tempo passou, mas a produção cultural sempre necessitou de auxílio financeiro. Na atualidade não seria diferente, o que muda é o conceito. Cada vez mais a cultura tem sido pensada como meio de difusão, e cresce ano a ano o número de empresas que investem em produções culturais. Essa tendência é denominada Marketing Cultural. Os Festivais culturais Eletronika e Arte.mov encontraram apoio significativo nas empresas Vivo e Usiminas (Eletronika).

Os meios são diversos, mas o objetivo é especifico: atingir o público alvo de forma a atender os planos da empresa com os recursos disponíveis. Marketing Cultural é toda ação que usa a cultura como veículo de comunicação para a difusão de nome, marca, imagem ou produto de uma empresa patrocinadora. Inovação é a fórmula predominante dessas ações de marketing. O que está em questão é a empresa, com sua identidade e objetivos, e seu público alvo, que precisa ser conquistado. As empresas patrocinam projetos culturais não por caridade, mas sim para obter retorno.

Os motivos que impulsionam o aumento das ações de Marketing Cultural são três exigências do mercado: a necessidade de diferenciação das marcas em um contexto capitalista de competitividade acirrada, a diversificação do mix de comunicação das empresas para melhor atingir seu público e a busca de um posicionamento socialmente responsável. Quando patrocina projetos culturais a empresa se diferencia das outras. Ela amplia suas relações comunicacionais com seu público alvo e passa a impressão de que não age apenas em função da lucratividade. O Marketing Cultural pode ser visto como uma oportunidade para as empresas participarem do processo de incremento e conservação dos valores culturais de uma sociedade. E também como um meio de obtenção de benefícios fiscais.

As leis de incentivo à cultura podem ser federais, estaduais ou municipais. Funcionam no intuito de atrair investimentos privados para a cena cultural. Primeiramente, o órgão do governo responsável pela aplicação da lei precisa aprovar o projeto apresentado para que ele se beneficie da lei de incentivo. Depois da aprovação, o produtor cultural, que pode ser o próprio artista, procura uma empresa que deseje patrocinar seu projeto. Acertado o patrocínio, a empresa investe dinheiro na realização cultural. Esse capital investido voltará para a empresa na forma de abatimento fiscal, quando ela for pagar seus tributos, como Imposto de Renda, IPTU, ou ICMS. Isso tudo dependendo da instância, federal, estadual ou municipal, e da lei utilizada.

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